Feedback x Trabalho autônomo

trabalho autônomo pode ser muito solitário. Mas, quando comecei a atuar desta forma cinco anos atrás, esse não foi o aspecto que mais me incomodou e, sim, a falta de feedback. O fato de não ter um chefe formal e de estar trabalhando sozinha, em casa, dificultava estabelecer relações em que eu tivesse um retorno objetivo e construtivo sobre o meu trabalho. 

Eu já tive a experiência de receber feedbacks formais e periódicos, que muito contribuíram para o meu desenvolvimento profissional e pessoal, por isso, sentia falta dessa orientação. Mas isso aconteceu em outra época, quando eu era contratada em regime CLT em um emprego presencial. Hoje em dia, essas duas coisas me soam tão distantes… Mas não a necessidade de feedback para aprimorar o meu trabalho

Assim, passei a buscar o que eu chamo de “feedbacks alternativos”. A cada interação com editores, assessores de imprensa, profissionais de marketing e comunicação ou fontes, eu tento “sondar” sobre o que acharam da matéria, pergunto como foi a audiência ou a repercussão e também compartilho minhas impressões, dando espaço para a troca. 

Além disso, eu também me apego ao que chamo de “feedbacks alternativos espontâneos”, que vêm quando:

  • Um editor diz que tem uma pauta que “é a minha cara”;
  • Uma fonte elogia a matéria e diz que eu “traduzi” bem a nossa conversa;
  • Uma matéria minha vira pauta em outros veículos;
  • Sou indicada/procurada para outros trabalhos.

Feedback é uma das ferramentas para o desenvolvimento

Atualmente, são esses feedbacks que orientam meu desenvolvimento profissional no trabalho autônomo. Mas, não é só isso. Dentro da TECERE, tenho a oportunidade de aprimorar meu trabalho constantemente – seja por meio da troca frequente que acontece entre os profissionais experientes de diferentes perfis e formações que atuam nos projetos, seja por meio dos workshops promovidos pela Thays Aldrighe, idealizadora da Rede TECERE, para os seus parceiros. 

Um deles foi o de autogestão, em que Elaine Campos compartilhou os seus aprendizados sobre o tema. Agora, mal posso esperar pelos próximos, que serão sobre conteúdo para marketing digital e sobre o ambiente de inovação em Portugal – como jornalista e nômade digital, os dois assuntos super me interessam.

Assim como os feedbacks, essas iniciativas contribuem para me manter atualizada e para orientar meu crescimento profissional de acordo com as necessidades do mercado. Para mim, é um privilégio fazer parte deste grupo tão rico, mantendo a autonomia sobre os rumos da minha carreira.

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